Violência doméstica
O que fazer quando a mulher é vítima de agressão
A violência doméstica é uma realidade muito comum na vida das mulheres brasileiras e são poucas as que sabem o que fazer ou a quem recorrer quando é vítima de agressão. Para dar algumas dicas, a Malu conversou com Robert Martin, da empresa americana Gavin de Becker & Associados, especializada em segurança e prevenção de ameaças. Essa empresa trabalha com mulheres vítimas de violência dos seus ex-parceiros. Confira:
- Para o especialista americano, em qualquer situação de perigo, o organismo tem uma série de reações involuntárias, como aumento de batimentos cardíacos e da adrenalina. Isso a deixa pronta para lutar ou para correr.
- Além disso, pode acontecer o que Martin chama de "submissão": algumas funções do corpo desaceleram e você se finge de morta ou não reage.
- "Escolher" o que fazer num momento de risco cabe apenas ao organismo de quem está em perigo, já que essas reações são involuntárias.
Quando sair de casa for a melhor opção
- Se você é uma vítima de violência doméstica e decidiu sair de casa, é preciso ter uma estratégia para manter o agressor longe.
- É comum o parceiro não aceitar a mudança e partir para a violência. Para Martin, a melhor forma de não obter essa resposta é preveni-la: perceber que o relacionamento está caminhando para isso e evitar.
- O conselho do especialista é procurar uma ONG ou abrigo contra violência doméstica: nesses lugares, há pessoas preparadas para orientá-la.
- Você pode buscar orientações e denunciar violência contra a mulher ligando para a Central de Atendimento à Mulher. O número é 180.
O que fazer para não prejudicar os filhos
- Crianças têm seu comportamento influenciado pelas pessoas que vivem na mesma casa que elas. Segundo o americano, expor as crianças a demonstrações de violência é uma forma de violência psicológica.
- Filhos de pais violentos podem ficar iguais se ninguém ensiná-los que a violência não resolve nada. "É provado que, quando homens são violentos na frente de seus filhos, especialmente dos meninos, eles têm mais chances de se tornarem também", afirma.
- Por outro lado, ao testemunharem o medo e o sofrimento dentro de casa, eles podem ter outro tipo de comportamento e decidir que não querem ser como o agressor.
- "A mulher acredita que o homem é bom para ela e a ama, e se compromete com essa teoria. Ela precisa acreditar que nada está mudando, então a negação é o jeito mais fácil", explica.
- "A mulher acredita que o homem é bom para ela e a ama, e se compromete com essa teoria. Ela precisa acreditar que nada está mudando, então a negação é o jeito mais fácil", explica.
Texto: Giovana Penatti/Colaboradora


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